Dicas Para o Bebê



Evite acidentes domésticos no berço do bebê

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10/02/2016 - 14h37

Muitas vezes pensamos que não há lugar mais seguro para um bebê do que em casa. Principalmente quando o pequeno está no berço ficamos tranquilas e achamos que nada de ruim pode acontecer. Infelizmente não é bem assim. O berço é um dos lugares onde mais ocorrem acidentes domésticos no Brasil.

 
Alguns cuidados básicos são importantes para evitar acidentes, que podem ser graves. Alessandra Françóia, coordenadora nacional da ONG Criança Segura, afirma que sufocações e quedas são as mazelas mais comuns e graves que podem ocorrer no berço. Entre as crianças de 0 a um ano de idade a sufocação é a causa mais comum de mortes, em acidentes domésticos.
 
A coordenadora da ONG afirma que os pais devem seguir as orientações do fabricante do berço, principalmente no que diz respeito à idade recomendada para utilização do produto. “Geralmente o berço é seguro somente para crianças de 1,3 metros, no máximo 1,5 metros, dependendo do fabricante”, alerta Alessandra.
 
Sobre a altura ideal para as laterais do berço, a coordenadora afirma: “Para recém-nascidos, a altura mínima é de 30 cm, com o estrado no ponto mais alto. No ponto mais baixo, sem a regulagem, a altura mínima é de 60 cm”. A distância entre cada um das barras da grade também são importantes. Elas não devem ter mais de seis centímetros de espaço entre elas. Além disso, cuide para que elas estejam bem firmes.
 
Cuidado com os brinquedos que ficam dentro do berço, as crianças podem usá-los como degraus para pular do móvel. “Os protetores, almofadas, bichinhos ainda podem contribuir para que os pequenos saltem do berço, pois podem ajudá-la a escalar as grades. Por isso, devem ser retirados do local, evitando também a sufocação”, recomenda a Alessandra.
 
A coordenadora lembra ainda que a instalação de pisos macios podem reduzir a possibilidade de lesões mais graves. Mas ressalta: “As medidas de prevenção devem ser priorizadas, pois qualquer criança – por sua estatura pequena e frágil – pode sofrer lesões graves de alturas inclusive consideradas pequenas”, finaliza a coordenadora.